O Barcelona deu um vareio no Santos de Neymar. Santos que muitos consideram jogam o melhor futebol do Brasil e da America. Neymar que é considerado o melhor jogador do hemisfério sul. Santos treinado por Muricy, considerado um vencedor e melhor técnico do Brasil. Muricy que, contra um Barcelona de futebol tático extremamente avançado e moderno, acabou escalando seu Santos num retrógrado 3-5-2. Achou que estava disputando um jogo do Brasileirão.
Mais que uma lição para o Santos ou para Neymar ou para Muricy, fica uma lição para todos no Brasil. A começar pela boçal imprensa ufanista, passando por técnicos retrógrados, “professores” ou criadores de “projetos” que engessam seus times com táticas arcaicas. Gente que, como Scolari, só aceita meio campista habilidoso no time se “der carrinho”, jogando no chuveirinho, porrada, fechadinho, “no erro do adversário”. Futebol brasileiro cheio de “craques”.
A lição maior fica para as categorias de bases. No Brasil, são descuidadas ou, como no caso do Palmeiras, controladas por empresários, conselheiros, amigos de diretores, gente que não entende nada de futebol. É ali, na base, que o guri aprende e aprimora o toque de bola, o passe, o dominio, a finta, como se faz na escola do Barça. Mas é ali que nossos “técnicos” enfatizam a porrada, o carrinho, o marcar em cima, o chutão.
Lição tambem para a torcida brasileira deixar de ser babaca e atrasada. Parar de aplaudir zagueiro ou volante que limpa a jogada com chutão ou carrinho. De valorizar jogador que corre muito, marca duro e só dá passe errado.
Sabem quantos jogadores vindos da base o Barcelona tinha no time titular hoje? NOVE. Sem falar o técnico. Que era da base tambem.
Ainda bem que existe o Barcelona. Porque se fôssemos depender dos Muricy’s, dos Tites, Scolaris, Luxemburgos, Mourinhos, Tirones, Teixeiras, Galvão Buenos, Casagrandes, Milton Leites, Rivaldos, Gerleys, Joao Vitors, Chicão, … – o futebol já estaria na sepultura.
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